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EUGENIA
EUGENIA


Em 1997, o filme Gattaca esboçava uma versão moderna de um paraíso eugênico em que a procriação ocorria por fertilização in vitro e só eram implantados embriões sem defeitos genéticos.  Neste filme, as questões éticas levantadas são as mesmas, a única  diferença está no século  retratado pela ficção.

No livro Inquiries into human faculty and its development, de 1883, criou um termo para designar essa nova ciência: eugenia (bem nascer).

Galton, cujo nome é associado ao surgimento da genética humana e da eugenia, convencido de que era a natureza e não o ambiente, quem determinava as habilidades humanas, dedicou sua carreira científica à melhoria da humanidade por meio de casamentos seletivos.

No início do século XX, quando as teorias de Darwin eram amplamente aceitas na Inglaterra, havia grande preocupação quanto à "degeneração biológica" do país, pois o declínio na taxa de nascimentos era muito maior nas classes alta e média do que na classe baixa.

Para muitos, parecia lógico que a qualidade da população pudesse ser aprimorada por proibição de uniões indesejáveis e promoção da união de parceiros bem-nascidos.

Foi necessário, que homens como Galton popularizassem a eugenia e justificassem suas conclusões com argumentos científicos aparentemente sólidos.

As propostas de Galton ficaram conhecidas como "eugenia positiva". Nos EUA, porém, elas foram modificadas, para a chamada "eugenia negativa", de eliminação das futuras gerações de "geneticamente incapazes".

Nesta classificação estavam : os enfermos, os racialmente indesejados e economicamente empobrecidos. Por meio de proibição de se casarem, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio.

É  importante rever o passado e aprender com os erros cometidos.  A fertilização in vitro, diagnósticos pré-natal e pré-implantação, aborto terapêutico e clonagem reprodutiva.  Se a eugenia for além dos abortos terapêuticos para de fato projetar bebês que se beneficiem de todos os avanços da genética, o que muitas vezes acontece nas  clínicas de fertilização in vitro.

Esse conceito, de que na luta pela sobrevivência muitos seres humanos eram menos valiosos, culminou em uma nova ideologia de melhoria da raça humana por meio da ciência.

O racismo dos primeiros eugenistas norte-americanos e as doutrinas de pureza e supremacia raciais eram elaboradas por figuras públicas cultas e respeitadas.

Quando as teorias de Mendel chegaram aos EUA, esses pensadores influentes acrescentaram  ódio racial e social.

O próximo passo foi identificar os que deveriam ser impedidos de se reproduzir.

Em 1909 criou o Eugenics Record Office para registrar os antecedentes genéticos dos norte-americanos e pressionar por legislação que permitisse a prevenção obrigatória de linhagens indesejáveis.

Para isso, o grupo concluiu que o melhor método seria a esterilização. O estado de Indiana foi a primeira jurisdição do mundo a introduzir lei de esterilização coercitiva, logo seguido por vários outros estados.

Com o tempo, a eugenia passou a ser vista como ciência prestigiosa e conceito médico legítimo, disseminada por meio de livros didáticos e instituições de instrução eugenista.

No primeiro Congresso Internacional de Eugenia, em 1912, líderes de delegações dos EUA e países europeus formaram o Comitê Internacional de Eugenia.

Originou deste congresso a Federação Internacional de Organizações Eugenistas, cuja agenda política e científica era dominada pelos EUA.

Na Alemanha, a eugenia norte-americana inspirou nacionalistas defensores da supremacia racial, entre os quais Hitler, que nunca se afastou das doutrinas eugenistas de identificação, segregação, esterilização, eutanásia e extermínio em massa dos indesejáveis, e legitimou seu ódio fanático pelos judeus.

Não houve apenas extermínio em massa de judeus e outros grupos étnicos.

Em julho de 1933, os nazistas decretaram a lei de esterilização compulsória de diversas categorias de "defeituosos" e, com o início da Segunda Guerra Mundial, os alemães mentalmente deficientes passaram a ser mortos em câmaras de gás. Médicos nazistas realizavam experimentos em prisioneiros nos campos de concentração.

Em  Auschwitz, Mengele dedicou-se ao estudo de gêmeos para investigar a contribuição genética ao desenvolvimento de características normais e patológicas . Entretanto , a eugenia não desapareceu, mas se refugiou em muitos casos sob o rótulo "genética humana".

Avanços científicos vêm sendo direcionados à identificação de "indesejáveis", como a utilização de exames que detectam doenças genéticas por companhias de seguro e planos de saúde.

Técnicas de diagnóstico pré-natal permitem detectar bebês com problemas genéticos, e embora a decisão sobre aborto terapêutico seja pessoal. Difunde-se o conceito de que é cruel não levar em conta a qualidade de vida e que interrompê-la pode ser um ato de amor.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=BHwneiVuez4