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Pena de Morte
Pena de Morte

COMO ACABOU A PENA DE MORTE NO BRASIL em 1855

 

 

Meados do século XIX   um crime brutal abala Macabu.

Uma família de oito colonos é assassinada em uma das cinco propriedades de Coqueiro e Úrsula das Virgens.

 

Coqueiro é  um homem rico e com destacada posição social .

 

Todos os indícios apontam para o fazendeiro Coqueiro (senhor de escravos); as autoridades policiais locais, seus adversários políticos, imediatamente o acusam do crime.

 

A imprensa acompanha as investigações com estardalhaço e o suspeito é apelidado de a Fera de Macabu.

 

 Vítima de uma conspiração armada por seus adversários, a  principal testemunha contra o fazendeiro é a escrava Balbina  (a  lei da época proibia que escravos deponham contra seu senhor) , a líder espiritual dos escravos na senzala da Fazenda Bananal.

 

 Coqueiro é julgado duas vezes de forma parcial e condenado à morte. Logo a condenação é ratificada pelos tribunais superiores, e D. Pedro II nega-lhe a graça imperial. Pela primeira vez no Brasil um homem rico e com destacada posição social vai subir à forca.

 

No dia 6 de março de 1855 Coqueiro é enforcado em Macaé. Na véspera do enforcamento recebe em sua cela um padre, a quem confessa sua inocência e revela o nome do verdadeiro mandante do crime de Macabu, que ele conhecia, mas prometera nunca revelar de público.

 

No patíbulo, Coqueiro jura inocência e roga uma maldição sobre a cidade que o enforcava: “ A cidade viveria cem anos de atraso. “

 

 

 

Pouco tempo depois do enforcamento descobre-se que o fazendeiro tinha sido a inocente vítima de um terrível erro judiciário. Abalado, o imperador Pedro II, um humanista em formação, decide que dali em diante ninguém mais será enforcado no Brasil.